Plus Test

O PLUS TEST nasceu na Suécia, por volta de 2008, criado por diversas organizações relacionadas com a segurança rodoviária e, fizeram-no com um objectivo bastante claro: Proteger as crianças dos sistemas de retenção que não apresentam elevados padrões de segurança.

Anos antes da Europa aprovar a normativa, na Suécia já existia uma bastante exigente para os Sistemas de Retenção, o T-Test. Apareceu na década de 70 enquanto que a R44 deu os primeiros passos no início da década de 80. O T-test regulava as cadeiras que se podiam vender, pelo que se algum modelo não passasse, não se vendia.

Quando a norma R44 se estabeleceu em 2008, a Suécia viu-se “obrigada” a acabar com este teste para equilibrar as politicas comerciais entre os países da União Europeia. 
Com este motivo, e devido ao facto desta norma ser considerada, pelas autoridades e pelos cidadãos, uma norma que está muito abaixo do que é considerado minimamente aceitável, decidiram transformar o T-Test no Plus Test. Este novo teste seria de carácter voluntário e distinguiria os Sistemas de Retenção Europeus dos Sistemas de Retenção Suecos.

O que faz do PLUS TEST o mais exigente do Mundo? 
1) A medição da carga cervical
2) Um teste mais exigente

1) O PLUS TEST é o único teste, actualmente, que mede as forças exercidas no pescoço da criança. 
O padrão europeu mede a aceleração no tórax e na cabeça, mas esquece-se da parte mais importante, o pescoço. 
Os Suecos estabeleceram um limite, e qualquer valor acima do estabelecido, poderá causar lesões graves ou mortes.

E como estabeleceram eles esse valor?
Com base em estatísticas de acidentes reais, COM CRIANÇAS REAIS! 
Uma criança com menos de 3 anos, não consegue suportar, ao nível do pescoço, um peso superior a 130kg. 
Precisamente por isto, o PLUS TEST estabeleceu um valor de 122kg, sendo esse o limite máximo utilizado nos dummies Q3 durante os testes.

2) A força de um acidente não está apenas relacionado com a velocidade a que acontece, mas também com a distância de travagem, porque em ambos os critérios, dependerá da aceleração que sofre o ocupante.

Se viajarmos a 50km/h e travarmos normalmente até pararmos o automóvel, fazemos sensivelmente 1 km. Mas e se tivermos apenas 1 metro para parar? A aceleração que sofre o nosso corpo, é muito superior!
Quanto maior for a aceleração, maior o numero de lesões e a gravidade das mesmas.

Quando vemos os testes de colisão efectuados, temos em conta a velocidade, é o que vemos no vídeo disponibilizado, mas não temos qualquer conhecimento da distância de travagem utilizada, e sem esse dado extremamente importante, não pudemos dizer qual o e teste mais exigente… Até vermos os dados:

A norma R44/04, realiza os testes a 50km/h com uma distância de travagem de 650mm, pelo que a sua aceleração é de 28g.

Os testes efectuados a automóveis, pela EURO NCAP, realiza os testes a 64km/h, com uma distância de travagem de 900mm, tendo uma aceleração de 34g.

O PLUS TEST, utiliza a mesma velocidade da norma R44/04, os 50km/h, mas a distãncia de travagem é de 550mm, fazendo assim uma aceleração de 38g.

Qualquer modelo disponível no mercado pode ser submetido a este teste, uma vez que é voluntário. É um teste de carácter aberto e público, e permite assim que seja simulado em qualquer laboratório. Por norma, as cadeiras que são submetidas a este teste, já se encontram no mercado, à venda. 
Quando dizemos que “qualquer modelo disponível no mercado pode ser submetido a este teste”, queremos mesmo dizer que é qualquer modelo. Pelas listas que temos, podemos dizer que até hoje, só passaram cadeiras que fazem contra marcha, MAS, não é um teste exclusivo a cadeiras nesse sentido. Tanto que já se fizeram experimentos com cadeiras exclusivamente a favor da marcha, simplesmente, não conseguiram passar.

Como vimos na outra publicação referente ao Plus Test, ele veio da evolução do TStandard, mas em 2008, quando surgiu, já havia muito mais informação sobre acidentes e sobre as crianças no geral, daí até definirem um valor de limite de resistência foi um saltinho. 
Definiram como limite os 1300Newtons!
Numa criança de 3 anos, colocaram o limite nos 1260N, numa travagem de 36g’s*

* A força g está ligada à vibração e à ressonância dos tecidos dos organismos. Quando se alcança uma alta força g, a vibração e a ressonância chegam a tal grau que certos órgãos podem chegar ao ponto extremo de explodirem, levando a morte imediata. 
Existe um coeficiente chamado de tolerância-g, que é um coeficiente que calcula a força g tolerável para o ser humano. Quanto mais perto vai chegando do limite da tolerância-g, maiores as chances da pessoa apresentar problemas cardiovasculares.
A tolerância humana depende da magnitude da força g, dependendo da duração, da intensidade e do local onde é aplicada essa força. O corpo humano é flexível e deformável, como ocorre quando uma pessoa recebe um tapa no rosto.
Uma aeronave pode obter dois tipos de força g: a força g vertical e força g horizontal. 
A força g vertical acontece quando a aeronave se desloca em posição totalmente erecta. Isto causa uma variação significativa na pressão sanguínea ao longo do corpo, o qual só tolera um certo limite. Caso esse limite seja ultrapassado, irá acontecer a perda de consciência. Uma pessoa normal aguenta cerca de uma aceleração de 5 g (ou 50 m/s²), ocorrendo o enrijecimento dos músculos devido a força que o sangue exerce na volta do cérebro. Os actuais pilotos, principalmente os de caças supersónicos, são capazes de aguentar uma aceleração de 9 g (90 m/s²) por um período de tempo maior da de uma pessoa normal.

Sabendo que uma pessoa normal, aguenta até 5 g, termos um teste a fazer uma desaceleração a 36g’s, mostra-nos a sua severidade e intensidade. 
Se os valores obtidos no ensaio, forem inferiores aos valores definidos, então sabemos que é uma cadeira extremamente segura e, que não apresenta risco de lesão/morte para a criança que lá circula.

O resultado mais importante do Plus Test recai sobre as forças originadas pelo impacto na zona do pescoço. 
Numa cadeira em contra marcha, as forças exercidas são claramente mais baixas e, uma cadeira que só faça contra marcha apenas é testada dessa forma, obtendo assim valores mais baixos, enquanto que uma cadeira que faça ambos os sentidos, tem de ser testada em todas as maneiras, e mesmo que tenha um excelente resultado em contra marcha, quando instalada no sentido da marcha, não passará, pois a força é sempre mais elevada, acabando por ser penalizada.

Existem no entanto, cadeiras “irmãs” de cadeiras com Plus Test, são elas as cadeiras que usam a mesma carcaça da cadeira Plus Test, mas que fazem ambos os sentidos da viagem:

Avionaut Aerofix RWF I-size e Avionaut Aerofix I-size
Besafe Izi Modular I-size e Besafe Izi Modular I-size RF
Britax Swingfix I-size e Britax Dualfix I-size
Britax Swingfix M I-size e Britax Dualfix M I-size

Nestes 8 modelos referidos acima, ao comprar a versão com ambos os sentidos – seja qual for a vossa razão – quando usada em contra marcha, estão a usar a versão com Plus Test.

www.vti.se
www.ntf.se
unece.org